
Autismo
é um transtorno que causa atraso no desenvolvimento da
criança, e compromete principalmente sua comunicação,
socialização, iniciativa, imaginação
e criatividade.
As estatísticas
de ocorrência do autismo no mundo todo tem variado muito
nos últimos 10 anos, alguns falam em 1 a cada 1000 nascimentos,
outros em 1 a cada 150 nascimentos. É mais comum em meninos
(4 para cada menina), porém, quando se manifesta nas
meninas, estas apresentam um grau mais 'severo' de comprometimento...
Ainda não
são conhecidas as causas do autismo; mas existem inúmeros
estudos, e muitas teorias...
O autismo
se apresenta em graus, desde os mais severos (que não
falam, não olham, não mostram nenhum interesse
no outro), aos considerados de alto-funcionamento (que falam,
são capazes de acompanhar estudo normal, desenvolver-se
em uma profissão e criar vínculos com o outro).
As
crianças autistas tem dificuldades em estabelecer relações
normais com o outro; podem apresentar atraso na aquisição da
linguagem e, muitas vezes quando esta se desenvolve, uma incapacidade
de lhe dar um valor de comunicação.
Algumas
crianças apresentam estereotipias gestuais, uma necessidade
de manter imutável seu ambiente material e repetir rotinas,
ainda que dêem provas de uma memória freqüentemente notável.
Contrastando com esse quadro,
elas têm, a julgar por seu aspecto exterior, um rosto inteligente
e uma aparência física normal, e isso confunde as pessoas e
também aos médicos, pois ao contrário da
Síndrome de Down (que tem características físicas
identificáveis), o autismo não é identificável
nem visivelmente nem por exames, o diagnóstico é
baseado na observação dos comportamentos.
Kanner (um
dos primeiros a estudar o autismo) ressaltava que o sintoma
fundamental, "o isolamento autístico", está presente
na criança desde o início da vida, o que sugere que se trate
então de um distúrbio inato, porém, observa-se em outros
casos, que a síndrome pode se revelar, depois de um desenvolvimento
aparentemente normal nos primeiros anos de vida, sendo um dos
critérios para o diagnóstico, que se apresente
antes dos 3 anos de idade.
Hoje em dia, devido aos
critérios de diagnóstico estabelecidos pelo DSM-IV
e CID-10 (em 1994),
serem mais abrangentes, casos mais 'leves' tem sido diagnosticados
como 'desordens do espectro autista' e outras denominações
semelhantes.
O nome autismo surgiu quando
Kanner (por volta de 1943) avaliou e descreveu
um grupo de crianças, e descobriu que todas reuniam sinais
específicos, formando um quadro clínico totalmente à parte e
diferenciado das síndromes psiquiátricas existentes, e escolheu
o termo "autismo" para descrevê-la, devido a importância que
queria atribuir à noção de afastamento social. Para ele, o
distúrbio central era a inaptidão das crianças em estabelecer
relações normais com as pessoas e
reagir normalmente às situações desde o início da vida.
Já o conceito de
autismo de Beuler foi uma fonte de confusão; pois segundo ele,
o autismo nos esquizofrênicos se refere a um retraimento ativo
no imaginário.
1) Sugere
"um retraimento" fora das relações sociais enquanto Kanner descreve
uma incapacidade de desenvolvimento e relacionamento social;
2) Implica
uma vida imaginária rica, enquanto Kanner sugere uma falta de
imaginação;
3) Postula
uma ligação com a esquizofrenia dos adultos.
Isto explica o fato de
psiquiatras algumas vezes terem utilizado de forma permutável
os diagnósticos de esquizofrenia infantil, psicose infantil
e de autismo. As etapas das primeiras pesquisas tinham a finalidade
de validar o conceito de autismo, verificar sua existência universal
e sua especificidade; e hierarquizar os sintomas.
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