Quer uma camiseta do
"Orgulho Autista" da "Lista Autismo" ou "Anjos de Barro" ???

Kmisetas !!!
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Textos sobre AUTISMO para divulgação no
Dia do Orgulho Autista

Texto para panfleto redigido em 2005 por Argemiro de Paula Garcia Filho autor do site Crônica Autista para ser distribuído no 1º ano de comemoração desta data.

AUTISMO. Uma palavra desconhecida. Talvez você já a tenha ouvido em algum filme e tenha ficado com a impressão que autistas são “muito inteligentes” ou “fechados em seu próprio mundo”, duas idéias que não correspondem à realidade.
Aos dois anos, espera-se que uma criança tenha bom vocabulário, converse, ria... Algumas, no entanto, chegam a essa idade e não falam, se isolam, ficam horas olhando para o nada, agem como surdas. Depois de peregrinar por médicos, os pais, com alguma sorte, podem encontrar alguém que fale em autismo.
Essa palavra desafia: não se conhecem as causas do autismo.
Um dos grandes distúrbios do ser humano, compromete a socialização, a comunicação e a imaginação. Manifesta-se até os 3 anos e ocorre quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Pode ser acompanhado de outros distúrbios, como depressão ou epilepsia. Vai do comprometimento severo ao leve, o que pode confundir o diagnóstico e levar a um tratamento inadequado.

Por que “Orgulho Autista”?
Apoiamos a idéia de um grupo de autistas norte-americanos que pedem respeito. Conseguindo vencer suas próprias limitações, eles lançam um apelo: “Não nos tratem como doentes”. Somos diferentes, sim. Mas não precisamos de remédio ou de cura, mas de uma chance de sermos nós mesmos.
Somos familiares de pessoas autistas e profissionais que trabalham com elas, alguns autistas que tiveram a oportunidade de se desenvolver também assinam este panfleto. Sabemos que sua maior necessidade é serem respeitados, aceitos e incluídos na sociedade.

É por isso que, hoje, dia 18 de junho de 2005, nos unimos para pedir
ACEITAÇÃO. CURA, NÃO.

Texto para panfleto redigido por integrantes do GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo Autista) de São José dos Campos/SP para ser distribuído na cidade em 2005.

AUTISMO
Transtorno que causa atraso no desenvolvimento do indivíduo, comprometendo principalmente sua socialização, iniciativa, imaginação e criatividade.
A cada 10 nascimentos hoje no Brasil, 1 é de uma criança autista; sendo predominante em meninos (4 meninos para cada menina). Desconhecemos as causas para que o autismo se faça presente; mas existem inúmeros estudos, e com o crescer da medicina, acreditamos que em breve saberemos mais sobre “as causas”, auxiliando assim um rápido diagnóstico.
O autismo se apresenta em graus, desde os mais severos (que não falam, não olham, não mostram nenhum interesse no outro), aos considerados de alto-funcionamento (que falam, são capazes de acompanhar estudo normal, desenvolver-se em uma profissão e criar vínculos com o outro).
Todo indivíduo autista tem o direito de ser trabalhado, de ter acesso a tratamento por profissionais sérios e com conhecimento da área; para assim desenvolver todas as suas potencialidades ao máximo e ser o mais independente possível.
Infelizmente esta não é a realidade, a grande maioria destes indivíduos, passa por inúmeros profissionais sem experiência, fica sem um diagnóstico preciso, grande parte rotulada em outras patologias, e como resultado, recebendo tratamento inadequado.
Hoje, como pais e amigos de indivíduos autistas, lutamos por um diagnóstico preciso, feito por uma equipe capacitada, séria e com experiência, para se possível, o diagnóstico seja dado o mais cedo.

ORGULHO AUTISTA
O autista choca a sociedade em que vive, pois balança seu corpo, fala muito alto, não percebe que o outro está a sua frente e o atropela; enfim, não tem o “traquejo social” esperado para indivíduos de sua idade. Isso gera rejeição, e em vez de melhorar, o autista “se fecha” ainda mais, portanto, resolvemos aderir à luta de um grupo de autistas norte-americanos que conseguiu sensibilizar o mundo e criar o Dia do Orgulho Autista, que será comemorado no dia 18 de Junho, à partir deste ano.
Abracemos esta idéia. Façamos do dia 18 de Junho, no Brasil, um dia de ACEITAÇÃO das características do indivíduo autista tais como são, e de RESPEITO, porque todo indivíduo merece, inclusive o autista.

SEJA CONSCIENTE, ACEITE O DIFERENTE, NÃO EXCLUA.

Texto para panfleto adaptado por Sandra Roos em 2007 para ser distribuido na escola de sua filha em São José dos Campos/SP.
Você sabe o que é AUTISMO?
Na ‘definição’, AUTISMO é um transtorno que causa atraso no desenvolvimento infantil, que compromete principalmente sua socialização, comunicação e imaginação. Manifesta-se até os 3 anos e ocorre 4 vezes mais em meninos do que em meninas.

Na ‘prática’, AUTISTA é aquela criança que tem dificuldade de se ‘entrosar’ com as outras; que prefere brincar sozinha; que as vezes é considerada somente uma criança tímida ou calada, que tem comportamento ‘difícil’, muitas vezes sendo vista como ‘mimada’; que tem ‘acessos de raiva’ por qualquer motivo, o que muitas vezes nem é compreendido pelos pais, parentes ou professores...

Quando a criança apresenta um comportamento ‘diferente’ ou ‘arredio’; se isola; fica horas olhando para o nada; age como se fosse surda; suas brincadeiras são ‘repetitivas, sem criatividade ou imaginação’; não fala, ou se fala, não usa a linguagem ‘adequadamente’ para se comunicar, muitas vezes somente ‘repetindo’ frases que ouve na televisão... é hora de procurar um médico...

A palavra AUTISMO assusta, pois não se conhecem AINDA suas causas, mas não se deve temer, pois a criança autista quando corretamente diagnosticada e encaminhado para tratamento com profissionais experientes, tem grandes chances de desenvolver todo seu potencial ao máximo e ser o mais independente possível.

O autismo pode ser acompanhado de outros distúrbios como depressão, epilepsia, hiperatividade, e outros. Se apresenta em graus, desde os mais severos (que não falam, não olham, não mostram nenhum interesse no outro), aos mais leves, chamados de alto-funcionamento (que falam, são capazes de acompanhar estudo normal, desenvolver-se em uma profissão e criar vínculos com os outros).
Alguns profissionais envolvidos no tratamento e/ou diagnóstico são: Neuropediatra, psiquiatra infantil, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta-ocupacional, fisioterapeuta, pediatra.

O diagnóstico é difícil pois as características se confundem e a falta de informação sobre o assunto é grande na área médica, portanto, se você conhece alguma criança que se enquadre nestas características, passe esta informação adiante...

Para obter mais informações sobre o AUTISMO na internet, visite os sites: www.anjosdebarro.com.br ou www.autismo.com.br

Este panfleto tem a intenção somente de ‘informar’ sobre o AUTISMO e tem o APOIO da EMEI “Profa. Olga Franco Custódio” que desenvolve um trabalho maravilhoso e realmente PRATICA A INCLUSÃO dos alunos ‘especiais’.


 

 

2006

O tema para esse ano é Celebrando a Neurodiversidade (Celebrate neurodiversity) e uma frase marca este pensamento:
Todo cérebro é bonito
(Every brain is beautiful) e a imagem ao lado.


Fonte da imagem: http://www.indigowombat.com/neuropride.jpg

2005
O tema no 1o. ano do MOVIMENTO foi "Aceitação; não cura" ("Acceptance not Cure").

Fonte da imagem: http://www.answers.com/topic/infinity-jpg

 

TEXTO DE DIVULGAÇÃO

O Dia do Orgulho Autista começou a ser celebrado em 18 de junho de 2005.

É uma celebração da neurodiversidade dos indivíduos do espectro autista, para promover o conceito de que aqueles identificados como autistas não sofrem de um mal patológico, assim como quem tem a pele escura não sofre de uma doença de pele.

 
Os defensores do Orgulho Autista acreditam que a noção de pureza racial, em termos de raça humana como um todo, permeia a ciência médica, que parece refletir uma crença de que todo o cérebro humano seria idêntico. Os defensores do orgulho autista alegam que a noção de que haveria uma estrutura ideal e, por isso, desejável para o cérebro humano leva muitos praticantes da Psiquiatria a assumir que qualquer desvio requer uma "cura" para conformar à norma neurotípica. Acreditam que, no mínimo, deveria haver maior respeito para com os membros da comunidade autista como indivíduos únicos.
 
Os defensores do Orgulho Autista lembram que a homossexualidade já foi classificada como uma forma de doença mental que poderia ser tratada medicamente com terapia hormonal de redução da libido. Só o movimento pelos direitos gays, buscando a meta da tolerância social com a diversidade de orientação sexual fez tal classificação se tornar obsoleta. Uma das mais constantes expressões desse movimento é "orgulho gay". O Dia do Orgulho Autista espera dar início ao mesmo processo de educação e ativismo, com as metas de promover os direitos humanos básicos dos autistas e criar um lugar válido para a voz e os talentos desses indivíduos na sociedade moderna.
 
O Dia do Orgulho Autista é uma iniciativa de "Aspies for Freedom". Este grupo pelos direitos do autismo visa educar o público em geral com tais iniciativas para acabar com a ignorância dos temas que envolvem a comunidade autista.
 
O tema para 2005 foi "Aceitação; não cura". Haverá um novo tema a cada ano.
O principal evento de 2005 foi uma parada em Seattle, Washington, EUA.
 

Fonte:
answers.com

http://www.answers.com/topic/autistic-pride-day
 

Traduzido por Argemiro Garcia - autor do site Crônica Autista
Alterado em 29/05/2007 para adaptar ao ano atual.

 

Apoio e divulgação:

 

MATÉRIA PUBLICADA
 
Folha On Line - Coluna Pensata de Luiz Caversan - 04/06/2005
Viva a diferença


Uma das coisas que mais incomodam o ser humano, hoje e sempre, é a presença de alguém que seja diferente.

Diferente no agir, no pensar, no se comportar, no desejar, no ostentar, neste caso física ou mentalmente.

O ostentar, no sentido de exibir aquilo de que se tem a posse, já foi e ainda é motivo de muita guerra e muita morte.

O ser diferente por opção, desejo ou orientação diversa daquela da maioria permanece como motivo de segregação, às vezes humilhação, muitas vezes violência.

O que poderia ser apenas fruto da ignorância não o é: reflete em geral uma incapacidade atávica do ser humano de conviver com alguma coisa que exponha, na verdade, o que ele considera uma fragilidade da sua espécie ou aquilo que provoca o desentendimento dentro de uma suposta ordem preestabelecida "necessária" e comumente atribuída ao desejo de algo maior, superior a todos. A Deus, por exemplo, perante o qual, aliás, nada é diferente e tudo é ou deveria ser possível, único e necessário.

Essa introdução toda é para louvar a iniciativa de um grupo de pessoas que criaram o Dia do Orgulho Autista.

São pais, amigos e parentes do portadores desse transtorno de comportamento ainda tão misterioso quanto difícil de se relacionar. Afinal, o portador é aquele indivíduo que vive num mundo só seu, em que tudo o que o cerca - objetos, situações e sobretudo pessoas - nem sequer parecem existir.

Por definição técnica, o autismo seria o "desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interação social e comunicação e um repertório marcantemente restrito de atividades e interesses".

O que torna seus portadores indivíduos isolados, como que vivendo num mundo à parte e indiferentes a grande parte das convenções que a eles são apresentadas - para não dizer impostas.

E é aí que o grupo do Orgulho Autista argumenta, numa página da internet (http://www.parallax.com.br/anjosdebarro/orgulho): "Os defensores do Orgulho Autista acreditam que a noção de pureza racial, em termos de raça humana como um todo, permeia a ciência médica, que parece refletir uma crença de que todo cérebro humano seria idêntico. Os defensores do orgulho autista alegam que a noção de que haveria uma estrutura ideal e, por isso, desejável para o cérebro humano leva muitos praticantes da psiquiatria a assumir que qualquer desvio requer uma "cura" para conformar à norma neurotípica. Acreditam que, no mínimo, deveria haver maior respeito para com os membros da comunidade autista como indivíduos únicos."

E vão além: lembram que a homossexualidade já foi classificada como uma forma de doença mental que poderia ser tratada clinicamente e que esse preconceito foi superado - infelizmente outros ainda persistem - por intermédio de ações como as dos movimentos pelos direitos gays em defesa tolerância social com a diversidade de orientação sexual, dentro de uma postura de orgulho em relação à sua própria condição.

Daí a proposta dos amigos dos autistas ao propor o Dia do Orgulho Autista (18 de junho) como uma forma de contrapor estima e respeito ao descaso, ao preconceito, à hostilidade ou o desprezo que a sociedade moderna reserva para o que é diferente, diverso e, assim, do seu ponto de vista, incômodo.

Autistas junto aos perfeitamente "interados", deprimidos com os contentes, negros mais brancos, homos ao lado de heteros, altos, baixos, gordos demais e magros na medida; ricos e pobres com os remediados no meio; espinhentos, dentuços, lindos, feios, apenas bonitos, normais, louros, acajus, punks, clubbers, engravatados; fêmeas, machos, velhos, jovens e os na "flor da idade"; mancos, atletas, para ou tetraplégicos; gagos, mudos, cegos, surdos; obsessivos, compulsivos, tímidos ou medrosos, sensíveis e tudo o mais que possa tornar um ser desigual de um outro ou, melhor ainda, da maioria, só demonstram como a tolerância é a palavra chave para a sobrevivência dentro de uma cultura de paz.

Aceitar essas supostas divergências, esses "desvios", tolerá-los, é, sim, um desafio inadiável.

O que não se deve é confundir com a aquiescência aos desvios de caráter, tão presentes entre nós, esses impossíveis de serem engolidos.

Mas essa é uma outra história que fica para uma outra vez.

 

MATÉRIA TRADUZIDA
Press Booth - Xtvworld Media Junction - 13/05/2005

O Dia do Orgulho Autista vem aí
Amy Nelson escreve:

"Muitas minorias e culturas têm um dia especial com que se identificar e celebrar suas diferenças. Agora, adultos e crianças no espectro autista têm seu próprio dia.

O Dia do Orgulho Autista será celebrado globalmente em 18 de junho. Adultos autistas e com a síndrome de Asperger, crianças e suas famílias podem usar o dia para celebrar suas diferenças - muitos planejam um piquenique com os parentes, sair para uma caminhada, ou distribuir panfletos com informações para ensinar as pessoas sobre o autismo e aumentar a consciência sobre o tema.

Simples atividades podem parecer a norma para alguns. Entretanto, crianças e adultos autistas podem sofrer de baixa auto-estima na sociedade, uma vez que diferenças óbvias tais como abanar as mãos e a auto-estimulação podem criar estranheza e atitudes negativas no público em geral.

O Dia do Orgulho Autista dá uma chance de mostrar o lado positivo das diferenças neurológicas. Uma obra de arte criada por pessoas autistas, na forma de uma colagem, foi planejada para ser exposta no Dia do Orgulho Autista pelo grupo Aspies for Freedom, um grupo que luta pelos direitos civis dos autistas. www.aspiesforfreedom.com

Também há um website oficial para o Dia do Orgulho Autista - www.autisticprideday.com que apresenta desenhos e trabalhos artísticos de crianças e adolescentes autistas. Também há uma página de eventos onde qualquer um pode acrescentar seus próprios eventos e torná-los públicos.

O tema deste anos é "Aceitação, não Cura" ("Acceptance not Cure"). Haverá um novo tema a cada ano, e se espera que a celebração a cada ano aumente e assim cresça em popularidade."

Traduzido por Argemiro Garcia - autor do site Crônica Autista